E a muito mais se chama amor. Chamamos amor à chama que invade o meu corpo ao gritar pelo teu. Chamamos chama ao fogo que queima em meus olhos quando estes tocam os teus. Chamar amor é chamar o teu nome sem usar a voz. Chamar amor é conhecer o que sentimos em conjunto. Ao mesmo tempo, mais do que o querer chamar por nosso amor, sinto desejo da sua presença, do seu sentido. Desejar não se sobrepõe a querer. Desejar intensifica toda e qualquer coisa que eu sinta e queira sentir por ti. Eu desejo-te, meu amor, em todos os sentidos, em toda a parte do meu mundo, no mais profundo pensamento. O meu sonho é desejar-te, a minha realidade alcança a vontade de te querer e ultrapassa a necessidade de te desejar. Chamar-lhe-ia sentir a sensação que me controla ao estar junto a ti. Sentir é o sentimento sensível que me prende e me impede de fugir para outro pensamento que não o de te querer mais e mais. Deste amor não espero nada mais que tudo. Eu não espero dele o que não fizer, mas espero por ele para poder fazer e refazer tudo o que quiser. Não sou capaz de lutar para poder esperar a vontade de o querer viver. Não sou capaz de esperar o desejo de o chamar. Não sou capaz de querer apenas cada momento dele já vivido nem cada momento por viver. Mas garanto ser capaz de lutar, esperar, querer, desejar, chamar, viver e sonhar todos os dias quer longe ou perto. Não se transmitem em palavras sentimentos que sinto por ti. Nada serve suficientemente para falar deles. Nenhuma palavra dita ou até mesmo sentida é palavra capaz de falar de amor. Ou até as palavras pensadas da cabeça ou do coração, quem sabe, podem criar dialogo entre sentimentos e emoções. Nada é forte quanto este amor. Ele fala por si sem usar as palavras nem gastar a minha voz. Ele fala quando não fala. Diz o que não diz, o que quer e o que não consegue dizer, mesmo sem dizer absolutamente nada. O nosso amor fala calado, anda parado. Ele vive no tempo passado, no tempo presente, no tempo futuro. Vive num tempo condicional. Dá vida ao tempo mais-que-perfeito. Faz tudo isto sem sair do tempo em que queremos que ele esteja. O amor que nos une é uma asa livre que nos faz voar por todos os lugares. É um pássaro que voa em sítios desconhecidos. É uma borboleta cheia de cor que completa os nossos dias e, mesmo sem luz, ilumina as nossas noites. Não nos deixa ter medo, este amor. O sentimento que é meu e teu é tal como um pincel cheio de cor sem mãos para o desenharem. Ele pinta a sua própria cor com a cor da sua alma. Trata-nos tal como um só. Faz-nos duas metades completas, dois encaixes perfeitos que formaram um só caminho. sem poder explicar, ele guia-nos na nossa estrada incompleta.